tenho saudades aquele tempo bom de mais
tenho saudades do colo dos meus pais
saudades do tempo que não volta mais
lembranças bem vivas que não ficaram para traz.
aquela tia gorda que sempre trazia um brinquedo
aquele primo que sempre dava medo
aquela menininha que me tirava o sossego
aquele chá da vó que amargava no meu peito.
aquele colégio, aquele professor
aquela turminha de pé no corredor
aquela visitinha à sala do diretor
aquela advertência que pra minha mãe nunca chegou.
lembrança que anima-me
diante da dura lida
lembrança que ensina-me
como devo andar na vida
lembrança que inspira-me
como um dia de chuva fina
lembrança que instiga-me
na busca de uma conquista.
ser feliz...
Fernando Rozendo Filho
Minha forma de pensar, de falar e de entender o espaço a minha volta, por mais superficial que pareça ser é o meu pensar se aprofundando no viver.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
De repente.
Sabe como foi? Nem eu sei, só sei que naquele momento quando meu lábio tocou o teu, o tempo parou... nem sol, nem lua, nem chuva nem vento...fui jogado para uma parte do universo que eu ainda não conhecia, onde ter pés não fazia sentido, pois não existia chão, onde minha alma flutuava junto a tua, onde não se podia pensar em nada, pois os pensamento não faziam sentido, pois não havia em que se pensar, até o bater do coração mudou, batia em ritmo de um velho tango argentino, onde nossas almas dançavam, ao mesmo tempo em que eu não sentia meu corpo...calafrios faziam morada dentro de mim, me levando ao mais alto dessa dimensão até então desconhecida, o medo do desconhecido se misturava a vontade de desbravar o mesmo, me fazendo torna-se um desbravador do teu ser.
Fernando Rozendo Filho
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